Peça : Os 39 degraus
Alfred Hitchcock é conhecido por seus filmes de suspenses , sempre na presença de um personagem que é acusado de cometer um crime que não cometeu. No longa, os 39 degraus, que foi o ultimo filme que Hitchcock fez na Inglaterra, antes de se mudar para os Estados unidos, não foge a regra. O filme gerou 2 refilmagens e uma adaptação para teatro de sucesso na Broadway. A versão nacional, da importante peça de Patrick Barlow é foi traduzida e adaptada por Alexandre Reinecke e Clara Carvalho.
Após uma temporada de sucesso na cidade de São Paulo, a peça chega aos palcos cariocas. Atualmente se encontra em cartaz na sala Marília Pêra, no teatro Leblon. É um espetáculo que pode ser considerado uma inovação quando falamos de comédia. O que mais chama atenção são as rápidas trocas de roupa. Com apenas 4 atores são realizadas 130 trocas. Um belo trabalho de Cássio Brasil que assina o figurino. A iluminação, de Paulo César Medeiros é primorosa e essencial. São feitos vários efeitos e jogos de luz, que tornam a agilidade do roteiro possível.
O principal mérito da peça é resgatar o que o teatro tem de mais puro ao brincar, durante todo o tempo, com a imaginação do público. Em terminando momento, uma caixa de papelão vira um banco da estação de trem e uma escada se transforma em uma enorme ponte. A cenografia foi inicialmente pensada pelo já falecido Cyro Del Nero é mantida fielmente pelo assistente Caio Franzolin, como uma espécie de homenagem.
Bigodes e chapéus são retirados e colocados do figurino , marcando a troca de personagem. Somente o ator Dan Stulbach interpreta um único papel durante os 90 minutos de espetáculo, os demais chegam a fazer uns 12 personagens. Os 4 atores estão em plena forma ,de maneira que Danton Mello, Henrique Stroeter e Fabiana Gugli dão show em cima do palco. O destaque vai para Dan stulbach, que interpreta o personagem principal e apresenta um desempenho para ninguém colocar defeito.
A história se passa em parte na Inglaterra e o restante na Escócia. Richard é um sedutor que se encanta pela charmosa e misteriosa Annabela .Ele a leva para seu apartamento, onde a moça é misteriosamente assassinada. Após isso se vê obrigado a fugir de Londres para investigar o motivo do crime e provar sua inocência. Lógico que nessa longa caminhada Richard se envolve em diversas confusões, despertando os risos da plateia.
A paródia do filme de Hitchcock tem um roteiro simples e engraçado. Um de seus méritos é o fato de conseguir transformar um clássico do cinema em uma linguagem de que torna fácil a compreensão pelo grande público.
Jéssica Lopes Fonseca

ASSIM VOCE VAI LONGE....
ResponderExcluirMUITO BOA ESSA CRITICA...DESSA FORMA DA ATE VONTADE DE VER ESSA PEÇA.
"O principal mérito da peça é resgatar o que o teatro tem de mais puro ao brincar (...) com a imaginação do público" - Assino embaixo. Ótima crítica Jess, quero ver de novo agora hahaha
ResponderExcluirAgora quero ver essa peça.............
ResponderExcluirDepos dessa crítica espetacular!!!!!!!!!!
BJks doces
te amoooooooooooo
olha gostei muito do seu blog vou virar sua seguidora se vc seguir o meu blog tb!!!!!!quer uma dica!!!!coloca menos escrito no seu blog e mais imagens!!!!meu blog é:
ResponderExcluirhttp://aninha-falaserio.blogspot.com/