o meu post para o blog da megazine...essa semana foi isso :)
O importante é que emoções eu vivi
Moro no Rio, mas meus pais vivem em Santos. Frequentemente eu vou até lá para visitá-los. É uma pequena viagem de aproximadamente 7 horas. Como boa universitária, estou sempre sem grana, logo o meio de transporte é o ônibus mesmo. É sobre as minhas experiências nessas viagens que eu vou falar essa semana.
Escolho sempre o horário da meia-noite na esperança de dormir tranquilamente. Ha-ha-ha! Ledo engano. Na primeira viagem, eu me encontrei sentada na frente de duas moças que ficaram tagarelando o tempo todo. Não sei como elas conseguiram falar tanto em tão pouco tempo. Na minha humilde opinião, são merecedoras de entrar para o Guiness Book na categoria "maiores tagarelas da face da terra". A viagem terminou comigo sabendo o nome, a idade, o telefone, a profissão, o endereço, os hobbies das duas e de suas respectivas famílias. A única coisa que eu não sabia era qual o problema delas com o ato de dormir.
É lógico que a falta de sorte não parou por aí. Duas semanas depois de ficar sabendo de detalhes, até mesmo da vida intima de Aline e Fernanda (para vocês verem como eu fiquei "best friend" das moças falantes), eu sento do lado de um homem que tinha sérios problemas com o ronco. Eu acho que nem obra no vizinho irrita mais e faz mais barulho que aquele homem.
Mas a minha sorte me virou a cara mesmo e ficou rindo nas minhas costas quando permitiu que eu sentasse do lado de uma cara que, digamos assim, era gordo, bem gordo, mas beeeem gordo mesmo. A pessoa ocupou uns 80% da minha cadeira e ainda comeu metade da minha batata quando eu ofereci por educação.
Tem também as crianças, estas não podem faltar. São muito comuns em ônibus. Quem nunca viajou com uma criança chorando durante a viagem toda? Eu me pergunto: será que existe alguma coisa que se possa fazer para estas crianças se calarem? Nem o pirulito gigante que os pais deram fizeram elas se calarem.
O casal safadinho?Ah, teve também! Esse dia foi muito estranho. Por volta de 2h da manhã entrou um rapaz no banheiro e, cinco minutos depois, entrou uma moça. Pensei em avisar que o banheiro estava ocupado, mas fiquei quieta. O que fizeram os dois num banheiro que mal cabe uma pessoa? Mesmo assim eles conseguiram ficar lá por mais de meia hora... Sinistro!
Depois dessas experiências, eu percebi o quanto era ingênua quando achava que o pior que podia acontecer num ônibus era a pessoa do meu lado ser mais rápida e apoiar o braço naquela divisória da poltrona primeiro. A moral dessa história toda: quer conforto? Deixa de ser pão-dura e vai de avião, dona Jéssica.
Aconteceram muitas outras coisas, mas não vai dar para contar tudo hoje. Estou pensando em juntar tudo e montar uma peça de teatro (que eu tanto amo). Se você tem um caso engraçado e bem legal que tenha acontecido dentro do ônibus, é só contar nos comentários aí embaixo, ok?
Ah, antes de terminar, gostaria de agradecer a todos que embarcaram comigo na campanha #paisdajessicadeixemelaterumcachorro (pra entender, dá uma olhadinha no meu texto da semana passada). Gostaria de comunicar que o cachorro ainda não saiu, mas eu ainda to contando com vocês para derreter o duro coração dos meus pais. Beijos!

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